Família da Professora Adriana pede nova data de julgamento: “Nós acreditamos na Justiça de Campo Maior”

A família da professora Adriana Tavares do Vale, assassinada a pedradas na localidade Campinas, zona rural de Campo Maior, em outubro de 2014, pede agilidade na definição de uma nova data para o julgamento de Francisco da Assis Vasconcelos Campos, acusado do crime.

O Tribunal do Júri chegou a ser marcado para o dia 16 de dezembro, porém, o advogado de defesa, Décio Mota, apresentou laudo médico com resultado positivo para o novo coronavírus, e a sessão de julgamento precisou ser adiada. A nova data do julgamento deve ser definida pelo juiz Múccio Miguel Meira logo após o recesso do judiciário.

Para a família, o julgamento irá representar o fim de anos de espera pela condenação. “A mãe e o pai não tem mais vida. Ele acabou com a vida da professora, mas também acabou com a vida da família. A família hoje vive chorando, se perguntando por que um assassino desse, um monstro desse teve a coragem de matar ela em uma morte tão cruel. Ela pede Justiça porque um monstro desse não pode ficar em liberdade”, disse Rosana Tavares, tia de Adriana.

Foto: Divulgação / Polícia Civil 

O anunciou da suspensão do julgamento do acusado para a família abalou os pais da vítima. “Depois que os papeis foram para lá sobre o julgamento dele, o pai e a mãe voltou de novo o mesmo problema: chorando, achando que ele vai ficar em liberdade. Eles não entendem muito e acham que ele vai ficar em liberdade. O medo deles é que esse assassino fique em liberdade. Mas nós confiamos em Deus, nós confiamos na Justiça de Campo Maior”, finalizou Rosana Tavares.

Francisco de Assis será julgado pelo crime homicídio da professora Adriana e pela tentativa de homicídio da ex-companheira Maria das Dores.